Boca seca

Nem sempre a boca seca indica uma real falta ou diminuição na produção de saliva.

Desta forma, é muito importante identificar, por meio de um exame clínico e de um teste chamado sialometria (que pode ser realizado com o Kit para medir a produção de saliva Halitus, em breve a venda neste site), se a queixa de sentir a boca seca está ou não associada a uma real diminuição da produção de saliva.

Normalmente não damos importância à saliva até que sentimos os sintomas de sua falta. A verdadeira diminuição na produção de saliva, denominada hiposalivação, pode ocorrer por inúmeras causas: stress excessivo duradouro, doenças como a Síndrome de Sjögren e o Diabetes, a radioterapia de cabeça e pescoço, alterações patológicas das glândulas salivares e a ingestão contínua de medicações que tem como efeito colateral, diminuir a produção salivar. 

Estima-se que existam mais de 400 medicações que podem causar a hiposalivação, sendo as mais comuns os antidepressivos, antialérgicos, calmantes, diuréticos e anti-hipertensivos.

Quando existe a percepção de boca seca e não se verifica uma diminuição real na produção de saliva, dizemos que existe a xerostomia, onde há a sensação subjetiva (sensação) de boca seca. 

xerostomia comumente está ligada à respiração bucal ou ao ronco, ou ainda, à necessidade de falar muito por motivos profissionais. Entretanto, na ausência destes motivos, pode indicar alterações da percepção sensorial do indivíduo as quais não são ainda bem compreendidas. Esta condição é frequentemente associada a fases de stress intenso, podendo muitas vezes ser considerada de origem psicossomática. 

Entretanto, nestes casos é importante frisar que, apesar da produção salivar estar adequada, é a composição da saliva que pode estar alterada, se fazendo necessária investigar as propriedades salivares, como sua coloração, viscosidade, turbidez e Ph.

É fundamental destacar que, para avaliar e tratar as alterações nos padrões salivares, um profissional habilitado deverá ser consultado.


Funções da saliva:

A saliva é indispensável à mastigação e a deglutição dos alimentos, tendo papel fundamental na digestão, que começa a boca através da enzima amilase (ptialina), contida na saliva. Outra função muito importante é a lubrificação que ela promove, protegendo as mucosas da boca, faringe e esôfago e os dentes contra cáries, promove uma auto-limpeza na cavidade bucal, permite a percepção do paladar e através do controle de bactérias e fungos por sua ação antimicrobiana, prevenindo infecções bucais.


A diminuição na produção salivar pode provocar inúmeros problemas como:

- Halitose (mau hálito)
- Doenças da gengiva (gengivite e periodontite)
- Disgeusia (alteração de paladar) 
- Dificuldade para mastigar, engolir, ou falar
- Cárie e erosão dental 
- Infecção bucal por cândida 
- Lábios ressecados e rachados
- Língua ressecada e áspera
- Úlceras e feridas bucais 
- Irritação e ardência bucal (sensação de queimação na boca)
- Problemas com o uso de próteses totais (estomatites)
- Entre outras consequências

Todos os fatores acima levam a uma diminuição na qualidade de vida de quem sofre com este problema.


Hiposalivação x Halitose

A diminuição na produção salivar é uma causa indireta comum de Halitose, pela diminuição da auto-limpeza que a saliva promove na boca, por facilitar o aparecimento das doenças da gengiva e por aumentar a descamação de minúsculos pedacinhos de pele (células) das bochechas e lábios, e estes vão alimentar a formação dos cáseos amigdalianos e saburra língual, 02 das mais frequentes causas do Mau hálito.


Tratamento:

O tratamento da baixa produção de saliva é um aspecto desafiador. Cerca de 75% dos casos tratados tem um bom resultado (estatísticas da Clínica Halitus). Entretanto, 25% dos casos são difíceis de tratar, requerendo testar diferentes abordagens de tratamento para verificar qual tem os melhores resultados.

No caso de não conseguir um aumento na salivação do Paciente, o tratamento deve ter como objetivo restabelecer o máximo de conforto e qualidade de vida, minimizando no que for possível as consequências da diminuição da produção salivar.

Kits para estimulação salivar:

Os silicones para boca seca, estimuladores da salivação, a venda neste site, atuam, através da mastigação, no aumento da produção salivar. Para conhecer estes produtos, visite a sessão de produtos para boca seca.

Dicas de prevenção e para alívio dos sintomas:

- Ingerir no mínimo 2 litros de líquidos por dia;
- Mascar os silicones para estimular a salivação mencionados acima, alternando o seu uso com chicletes sem açúcar, com objetivo de estimular a produção de saliva;
- Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
- Evitar o uso de enxaguatórios bucais com álcool;
- Moderar o consumo de comidas picantes e salgadas (para evitar o ardor);
- Usar protetor labial em caso de ressecamento ou rachaduras nos lábios;
- Evitar ingerir alimentos muito secos (farináceos e biscoitos secos);
- Evitar o uso excessivo de bebidas com cafeína (café, chá preto ou verde e refrigerantes a base de cola);
- Se ingerir medicações que afetam a produção salivar, converse com seu médico a respeito, para tentar diminuir ou substituir a medicação por outra sem este efeito colateral.